Ética empresarial, um código de sobrevivência
Jornal do Commercio (em 17/03/2005)
SILVANA MARTANI

Psicóloga e presidente da Martani & Nunes - Desenvolvimento Humano
De alguma maneira o comportamento ético sempre foi praticado pelas empresas e, em tempos idos, tinha na palavra do dono do negócio e na imagem da empresa no mercado sua âncora de princípios. Com o tempo, as empresas cresceram, se internacionalizaram, os mercados se expandiram, o dono virou empresário e saiu da calçada, onde representava a imagem de seu negócio, para trás da mesa do escritório.
Este último século modificou, dentre tantas coisas, a forma como hoje podemos adquirir produtos e serviços não existindo mais distâncias intransponíveis ou exclusividades. Mas uma coisa não mudou e se consolidou como uma ferramenta forte apesar de todas as mudanças, a ética.
Como instrumento o código de ética foi criado para nortear procedimentos e posturas e passou a definir o desempenho de muitas empresas, como principal parceiro em todas as suas conquistas. Com a função de orientar as ações e explicitar as posturas o código de ética se consolida como um instrumento importantíssimo para que qualquer empresa interaja adequadamente com os seus diferentes públicos. Para que isso se torne possível é necessário que seu conteúdo seja claro e realista para que os funcionários da empresa possam interiorizá-lo com precisão.

Sendo assim, cada empresa deve conceber seu próprio código de ética, pois neste poderá constar todas as particularidades e especificidades relacionadas à estrutura organizacional, procedimentos e condutas, além de orientar as atuações de seus colaboradores. Desta forma, cada empresa define sua forma de atuar no mercado e deixa claro o que espera de si, enquanto estrutura e de seus funcionários.
Como qualquer processo, este oferece benefícios superiores à sua destinação, quando da sua concepção enquanto instrumento é capaz de provocar inúmeros questionamentos e reformulações que acabam sensibilizando todos os funcionários, dinamizando sua execução e aproximando seus resultados.
Para tanto é de suma importância que a empresa tenha claro tanto seus objetivos como as ferramentas que pretende utilizar para atingi-los e nisso se inclui seu aparato humano e suas competências.
Equipes coesas e bem organizadas são fundamentais para que qualquer procedimento seja instalado e devidamente cumprido. Grupos instáveis, desorganizados, ineficientes ou mesmo líderes que não estejam comprometidos podem minar toda saúde da empresa, seu sucesso e sua imagem.

Uma empresa é a soma de diversos investimentos dentre os quais os mais importantes são as pessoas, pois são elas que tornam realidade objetivos, metas e projetos, e sua ética. Quando trabalhamos com pessoas, precisamos não apenas de suas competências e experiências, mas de seu comprometimento, ou seja, que aquele indivíduo entenda a empresa como sua e sinta que dele depende o sucesso, o sonho e principalmente a ética.
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